Este livro do cartunista Jaguar (Hélio Jaguaribe) é composto de capítulos curtos, cada um dedicado a um bar ou a um conjunto de bares.Jaguar descreve, com muito bom humor, os cardápios, os personagens, a decoração e, claro, suas passagens pelas centenas de bares cariocas em que fez calo no cotovelo. Alguns “mandamentos” de Jaguar para freqüentadores de botequins::
1 - Cachaça da boa não dá amnésia alcoólica.
2 – “Meia-trava” é uma parada no bar para tomar umas e jogar conversa fora. A parte da conversa não é obrigatória.
3 – Para tirar carteirinha de botequeiro carioca, além de ser bom de copo, é preciso encarar petiscos “de responsa”: coxa de frango ensopado, fígado de galinha, moela, carne assada, sanduíche de fritada etc...
4 – Botequeiro que é botequeiro bebe em pé, com o cotovelo criando calo no balcão.
Além dos bares cariocas, jaguar também inclui em seu roteiro etílico bares típicos de São Paulo como o Frango, o Pirajá e o extinto Sujinho, também conhecido como Bar das Putas, na Consolação.
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Zé Galego, Paschoal e Júlia. A tríade central de personagens a partir dos quais o professor Chalhoub investiga o cotidiano da vida dos trabalhadores na cidade do Rio de Janeiro no início do século XX. O livro, agora em 2° edição, começa com um homicídio: Antonio Paschoal Faria é acusado de matar Antonio Domingos Guimarães, vulgo Zé Galego. Quando ambos se encontravam num botequim, começaram a discutir. Mais tarde, quando tudo pareceia Ter acabado, ouvem tiros de revólver, e Zé Galego agoniza no chão, com uma bala que lhe perfurara o crânio. O pivô de tudo pode ter sido Júlia, ex-amante de Zé Galego e agora amásia de Paschoa. As controvérsias levantadas pelos jornais da época fazem o narrador pesquisar a fundo os processos criminais que foram a julgamento.
Eduardo Goldenberg


